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sexta-feira, 21 de abril de 2006

Colecção Berardo em exposição na Galeria DN

Há certas exposições (ou obras) que me fazem pôr em causa o conceito de ARTE. Esta, rodeada de tanto mediatismo, é uma delas.

Nem sei por onde começar… Com mais ou menos 20 obras expostas, talvez escapem 5 (no máximo 8). Fotografias, na sua maioria. De resto, perdoa-me a falta de sensibilidade, mas até eu, de olhos fechados, faria melhor que “aquilo”!

Não reconheço manifestações de arte num monte de rabiscos desordenados, nem em colagens sem nexo. Chega a ser ofensivo para os verdadeiros artistas plásticos, chamar “obras de arte” àqueles objectos. Por mais “engraçados” que possam parecer! Poupem-me…

Não te desaconselho a visitá-la, mas… como disse a minha companheira de visita, vale bem mais pelos frescos do Almada Negreiros que estão nas paredes da galeria… E esses, podes vê-los em qualquer outra altura.

Não resisto a deixar-te aqui a que mais me serpreendeu: O título diz tudo.



Arman
Data: 1971
Acumulação de lixo em poliéster
Dimensões: 122x91,5x11 cm

"Armand Pierre Fernandez (1928- 2005) desenvolveu o seu trabalho nos campos da pintura e da escultura, ficando a sua obra marcada pela aplicação de materiais do quotidiano e pela “criação através da destruição” de objectos. Para além de artista plástico, Arman, que viveu entre a França (seu país natal) e os EUA (tornando-se mesmo cidadão americano), foi mestre de judo e ávido coleccionador de arte." (In Diário de Notícias)

Para terem uma noção mais real, trata-se de uma caixa em acrílico (ou poliester, wathever, cheia de lixo nojento, já com bolor e verdete em várias partes, a uma altura de cerca de 1,50m, com uns 15cm de espessura...

Não havia necessidade…

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