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terça-feira, 25 de julho de 2006

A cambalhota

Praia do Meco. Bandeira amarela... a cair para o laranja (pouco depois mudaram para vermelha). Algum calor, muito vento. Uma da tarde. Cenário perfeito para o episódio que se segue:

Assim que chegámos à praia, aventurámo-nos num mergulho nas águas não muito geladas, mas agitadas que o Meco nos oferecia nesse dia (há bem pouco tempo...). Apesar da entrada e saída cuidada, até correu bem. Voltámos para a toalha refrescados e com vontade de ficar a lagartar ao sol...

Mesmo com o vento que se fazia sentir, o calor conseguia ser maior e fez com que tentássemos a sorte mais uma vez. Acontece que desta vez não correu assim tão bem: lá fomos os três, aventureiros, desafiar a bravura do mar. O amigo Assessor** entrou destemido e furou as ondas até ao ponto em que se encontrou a salvo, fora da rebentação. Eu e a Miss Sandy** (desculpa, mas não resisti...), ao vermos tamanha facilidade decidimos igualar tamanha façanha.

Assim que, ao mesmo tempo, tentámos furar uma onda mais agressiva que se aproximava a uma velocidade estonteante, só senti o meu corpo a perder o controle da força e deixei-me levar, até que a malvada (a onda) achasse que não queria mais nada comigo (connosco). Por momentos, recordei a minha infância na Fonte da Telha, em que ser enrolada nas ondas era o prato do dia... Foram segundos de impotência, com piruetas, cambalhotas, reviravoltas, quilos de areia, striptease forçado... enfim... um 31!! Ainda embati na "miss sandy", mas não tive forma de evitá-lo.

Depois de a onda ter feito de nós o que bem queria, tentei sair da água, tapando o que podia e rindo-me como uma perdida. Mais engraçado foi ver o estado em que a onda nos deixou: cabelos estremunhados, biquinis desajeitados... resumindo: uma valente tareia!

Voltámos, a medo, a antrar na água, para podermos retirar a camada de areia que nos protegia. Correu melhor. Alguns mergulhos e estavamos limpas. Mas eis que a "miss sandy", distraída, decidiu sair antes do tempo, mesmo quando uma onda hiper-gigante se preparava para rebentar MESMO no sítio onde ela estava. Escusado será dizer que, depois de mais um "encontro imediato" com a onda, ela não ficou em muito bom estado. Qualquer semelhança entre ela e uma tempestade de areia, seria pura coincidência...

Como deves imaginar, depois de retirado o excesso de areia (e neste caso, a palavra excesso é perfeitamente indicada) não voltámos a ter qualquer contacto directo com a água, a não ser com as aspersões que o vento simpaticamente nos oferecia...

**Nomes fictícios, para proteger a identidade dos intervenientes

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