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quinta-feira, 27 de abril de 2006

Episódio 3: DSAP: A “chave” da questão

Eis que conseguimos sair vivas daquele inferno de jovens com as hormonas aos pulos, e decidimos dirigir-nos para a disco-night mais badalada (e única) lá do sítio. Sem que me tivesse apercebido (e ainda não percebi, nem quero) houve um pequeno burburinho que culminou na primeira desistência da noite. Com os ânimos mais ou menos exaltados, achei por bem verificar se a chave de casa “ainda” estava na minha mala, just in case, já que o que menos me apetecia era ficar a dormir na rua. E eis que… a chave não estava na minha mala.

Deixa-me fazer um pequeno “flashback” para contextualizares melhor a cena: eu e mais 4 babes ficámos no apartamento de um amigo (que nenhuma de nós alguma vez viu) da amiga Buzina, e que foi para fora nesse fim-de-semana deixando-“nos” a chave e confiando cegamente a sua casa às amigas da Buzina. E era eu que ia ficar com a chave de casa, visto ser “a mais responsável” e previsivelmente a “mais sóbria” das 5, ao fim da noite. E, naquele momento, NÃO SABIA DA CHAVE. Começou aí, o verdadeiro filme da noite.

Primeiro pensamento: ficou caída no bar, onde as malas estavam todas “ao molho”, ainda por cima o bolso da mala estava aberto! Claro! “Vamos voltar ao bar e está resolvido!”. Mas algo me dizia que não era assim tão simples. E não foi. Voltámos a entrar naquele antro disfarçado de bar e revirámos tudo sem encontrar a maldita chave.

Segundo Pensamento: Na confusão de decidir se levaria mala ou não, antes de sairmos de casa, tirei algumas coisas de dentro da mala e pus em cima da mesa! “Oh não! A chave ficou dentro de casa!”. Apesar de o cenário parecer mau, não era o pior. Imagina se eu tinha perdido a chave-da-casa-do-amigo-da-amiga-Buzina no meio da rua??!! De qualquer forma, não era garantido. Mas partimos para essa hipótese. Nesse caso, que fazer?? Bombeiros, claro. Comecei a vislumbrar o rapaz (de quem nem o nome sei) a entrar em casa com a porta arrombada, de certo, de forma pouco delicada, e a amiga Buzina a ter que lhe pedir desculpas (e eu a pagar a porta nova, mas isso, apesar de tudo, nem era o que mais me importunava…). Que tragédia!!

Corremos Évora de uma ponta à outra, para chegarmos ao posto de polícia, onde, depois de termos repetido a história a 3 “xô-guardas”, nos lembraram que os bombeiros só podiam entrar em casas, mediante autorização do proprietário (note-se que a casa nem sequer era do dito amigo, era alugada e partilhada com mais 4 amigos – todos fora, entenda-se!). Drama! Horror!! Desespero!!! Mas mediante três carinhas larocas (acho que não preciso dizer mais) o “xô-graduado-de-serviço” lá se “comoveu” e prontificou-se a chamar os bombeiros, que tentariam entrar pela janela do 2.º andar (que por sorte tinha ficado encostada) e abrir-nos a porta, serviço esse, que custaria a módica quantia de € 35,00 – que eu pagaria, engolindo em seco, mas aliviada.

Bastava irmos até ao prédio e, de lá, pedir-lhe que chamasse os “soldados da paz” (não confundir com "pás, pás"…). Quando, entre outras voltas que agora não interessam nada, a amiga Buzina ia tirar o dinheiro para o táxi da sua bolsa… lá estava ela. A CHAVE. Ou seja, com toda a confusão de “levo ou não a mala”, ela acabou por não me dar a chave, mantendo-a consigo. Coméquépossível??? Tanto stress para nada...

Ainda voltámos à disco-night, mas apesar de ainda lá estarem algumas resistentes, a noiva já se tinha recolhido.

E adormeci, mais tarde, já em casa, com a minha homónima ao lado, rindo-nos à gargalhada.

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