Já te contei?...

Porque há coisas que às vezes ficam por contar...

segunda-feira, 3 de julho de 2006

CPM

Tudo me fez parecer que ia correr mal, logo no momento em que à entrada da igreja nos deram um coração em cartolina (rosa para mim, azul para ele) com o nome de cada um e do futuro cônjuge, para prender com um alfinete ao peito… Nossa Senhora!!

Piorou quando nos incentivaram a entoar cânticos relacionados com a fase que atravessamos. Alguns até celebrizados por cantores populares da nossa praça! Ainda em por cima em público, com a sala cheia (felizmente estávamos de costas)!! AAAHHHH!!!

A seguir melhorou. Um pequeno-almoço de confraternização entre os “nubentos” e as “nubentas” – Sim! Chamaram-nos isto a certa altura!! – em que pudemos afastar-nos do grupo que me pareceu assustador, o que mais tarde se confirmou (salvo duas excepções – que por acaso vão casar no mesmo dia que nós e… vão para o mesmo sítio na lua-de-mel – é possível, masmo no outro lado do mundo encontrar barreirenses!!!???).

Melhorou ainda mais a seguir (acho que foi mesmo o topo – para não dizer a única coisa boa) quando nos foi apresentada uma psicóloga que nos falou sobre o tema da conjugalidade. É impressionante como a psicologia consegue explicar certos fenómenos do comportamento humano, fazendo-nos perceber que, afinal, aquilo que nos achávamos que era um defeito do parceiro, é apenas uma “característica de género”, e que afinal, não é só ele/ela que é assim e que os seus hábitos que chocam com os nossos podem ser transformados em complementos, em vez de elementos geradores de conflitualidade. (Entre muitas outras coisas interessantíssimas)…

O resto do dia passámos entediados a ouvir as histórias fantásticas dos nossos companheiros “nubentos”, de como se conheceram através da Internet ou de uma chamada feita para um número de telemóvel “ao calhas”, e de outros casais mais velhos, com histórias de casamentos felizes… Da nossa parte só souberam os nossos nomes, idades e data do casamento – informação básica necessária para a apresentação.

Para um país onde se diz que os jovens cada vez casam mais tarde, a média de idades dos 10 casais presentes deveria rondar os 22/23 anos… Cheguei a perguntar-me se aquelas jovens – alguns com 19/20 anos – sabem o que estão a fazer, a responsabilidade do acto que vão cometer e se estão preparados para tudo o que aí vem…

Enfim… já temos o certificado. E, na verdade, nem custou assim tanto. O dia até estava fraco para a praia… E o padre, com 80 anos – 36 deles passados no Brasil – era o máximo. Um exemplo de força e boa disposição. Valha-nos isso.

2 Comments:

At quarta-feira, julho 05, 2006, Anonymous Tânia said...

DIVINAL...
E eu que me quero baptizar e terei de andar na catequese 1 ANO!!! Alguém explica ao clero que tenho 27 anos, ideias formadas, foi uma opção consciente e que só quero que o padre me estrague a franja com a água benta?!? Sim, porque só neste caso é que admito tamanha desfaçatez!!!
O Padre de que falas é o Padre Pedro?? Se é, é o máximo... Um francês, que viveu anos no Brasil e que veio cair no Barreiro é qualquer coisa. Mas ele vai voltar para o Brasil, quer viver lá a reforma, espertalhão...

 
At quarta-feira, julho 05, 2006, Anonymous susa said...

Mto bom!! a minha única experiência parecida foi quando tive de ir ouvir o sermão para poder ser madrinha do meu priminho... e ficámos uma hora a ver um documentário sobre o baptismo que deu há anos na TV2...

Desculpa lá, mas é um bocado assustador o casal de barreirenses que casa no mesmo dia e vai para o mesmo sítio em lua de mel... só espero que não seja para a "cabana" ao lado da vossa!!

Bjos

 

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